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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Schumacher, um ano depois...

A maior batalha da vida de Michael Schumacher, a própria sobrevivência, completa 1 ano hoje. Desde 29 de Dezembro de 2013, o heptacampeão de formula 1, tenta se recuperar de um acidente sofrido nos alpes franceses.

Para a alegria dos fãs (não é meu caso), ele vem tendo uma lenta e pequena evolução em seu quadro clínico.


Nos primeiros seis meses após o acidente, Schumacher ficou em estado de coma no hospital de Genoble, próximo do local do acidente. Em junho, quando saiu do coma, foi transferido para o hospital Universitário de Vaud, em Lausane, Suíça.




Os graves ferimentos causados pelo acidente, fizeram que a família do heptacampeão optasse pela discrição, não fornecendo maiores detalhes sobre sua saúde e evolução clínica.
O mais recente boletim oficial conhecido sobre o estado de saúde do ex piloto, foi concedido em setembro, quando informaram que Schumacher deixou o hospital e foi pra casa, em Glend. Em casa, recebe acompanhamento médico e terapêutico, sem contar a presença da esposa Corine e dos dois filhos.


Schumacher, GP da Itália, 1992.

Há quem diga que Schumacher está em uma cadeira de rodas, com problemas de memória e dificuldade pra falar.

Não sou fã como piloto, mas como ser humano, desejo sua melhora total o mais breve possível!

Forza, Schummy!


Michael Schumacher - Benetton - Interlagos, GP do Brasil - 1994

domingo, 28 de dezembro de 2014

Fotos e momentos através do tempo.

Beltoise (BRM), Lauda (BRM), Fittipaldi (Lotus), Revson (McLaren) e Ickx (Ferrari) - Montjuic, Espanha GP - 1973.


Jim Clark queimando pneu na largada do GP dos Estados Unidos de 1966, em Watkins Glen.



Juan Manuel Fangio - Maserati - Aintree, GP da Inglaterra - 1957



A solidão da imensidão do Nordschleife…



Paul Hawkins - Mônaco - 1965. Ele é um dos dois únicos pilotos de Fórmula Um, juntamente com o italiano Alberto Ascari, ter caído para o porto em Mônaco, durante um Grande Premio Ele escapou ileso do acidente.


Um Alfa Romeo 1750, durante a terceira edição da Mille Miglia, no longínquo ano de 1929.


GP da Bélgica, em Spa em 1970.


O Professor - Alain Prost (Ferrari 641) celebrando sua 40ª vitória (primeira pela Ferrari) Imola, 1990 San Marino GP.


Jochen Rindt (Brabham), Richard Attwood (BRM) e Pedro Rodriguez (BRM) - Monte Carlo, GP de Mônaco - 1968.


As armas da Alfa Romeo. Silverstone, GP da Grã-Bretanha de 1950.



Chris Amon e Jackie Stewart queimando borracha na largada do GP de Mônaco de 1969.



A turma da BRM enchendo o tanque para o GP da Espanha de 1969, no circuito de rua de Montjuïc, em Barcelona.


Peter Collins - Ferrari - Silverstone, GP da Inglaterra - 1958.

Stefan Bellof.

Stefan Bellof: 

(Giessen, Alemanha, 20 de Novembro de 1957, SpaFrancomchamps, 1 de Setembro de 1985).
Em Dezembro de 2009, foi eleito pelos seus pares como o 35º melhor piloto de Fórmula1 de todos os tempos. A eleição foi organizada pela revista inglesa Autosport, que consultou 217 pilotos que passaram pela categoria.

Stefan Belloff, usava um dos capacetes mais bonitos da F-1.

O desempenho de Bellof na disputa do Campeonato Europeu de Fórmula 2, aliado às vitórias obtidas pela Porsche no Mundial de Protótipos, rendeu-lhe um convite de Ron Dennis para testar um McLaren de Fórmula 1 na pista de Brands Hatch, juntamente com os outros estreantes Ayrton Senna e Martin BrundleNesse teste, impressiona o dirigente da equipe inglesa, ao obter tempo de volta apenas um décimo inferior ao obtido por Senna, mesmo correndo com uma versão mais antiga do motor Cosworth, em desvantagem frente ao piloto brasileiro, que utilizava um motor mais moderno. Posteriormente, Bellof chegou a ser inscrito em três grandes prêmios: na Inglaterra e Alemanha, pela ATS, e no Grande Prêmio da Europa, pela própria McLaren, mas acabou não participando das provas.
Para 1984, o piloto alemão assinou contrato com Ken Tyrrell para disputar o Mundial de Fórmula 1 pela sua equipa. Ali, o seu desempenho no único carro equipado com motores normalmente aspirados, com defasagem de mais de 200 cv em confronto com os motores turbo então dominantes na categoria, atrai a atenção da crítica especializada.
Obteve o seu primeiro ponto ao terminar em 6º lugar o GP da Bélgica, em Zolder; conseguiu ainda um 5º na corrida seguinte, o GP de San Marino, em Ímola.

Aliás, Stefan Bellof, o maior rival que Ayrton Senna não teve. Todos falam de Senna naquela corrida de Mônaco 84, mas esquecem que Beloff largou em último e chegou em 3°, baixando volta à volta a diferença de vantagem que tinha Senna. Pat Symonds, que na época era diretor técnico da Toleman, mais tarde revelou que o TG-184 do brasileiro estava com a suspensão deteriorada devido às zebras da Chicane du Port e da Piscina, e não aguentaria mais do que duas ou três voltas além da bandeira vermelha.

Bellof em Mônaco, em 1984.
Infelizmente, Bellof não teve muito tempo para mostrar que poderia ser um rival de peso para Senna. No fim de 1985, nos 1000 Km de Spa, ele pilotava um Porsche 956 e tentou uma ousada ultrapassagem sobre o 962 de Jacky Ickx na Eau Rouge. Na manobra o Bellof tocou a traseira de Ickx e acabou perdendo o controle do carro, que passou pela primeira barreira e acertou em cheio a segunda. O carro pegou fogo e Bellof agonizou por quase 10 minutos antes de ser removido dos destroços. No hospital, 50 minutos depois, ele foi declarado morto.

Bellof é considerado pela imprensa especializada, fãs e ex-pilotos como o maior talento perdido da Fórmula 1.

Stefan Bellof - Tyrrell - Monte Carlo, Mônaco  - 1984.


 “Se Bellof iria vencer Grandes Prêmios? Não tenho dúvida nenhuma. Aliás, acredito que ele seria o primeiro campeão do mundo alemão. Não há como questionar que ele tinha habilidade para isso e, embora a Ferrari nunca tenha confirmado, não restam muitas dúvidas que ele seria o parceiro de Michele Alboreto na equipe em 1986. A sua morte foi uma perda horrível para o esporte e ainda maior para aqueles que o conheciam” ( Jornalista especializado inglês, Nigel Roebuck).


Stefan Bellof e seu Tyrrell em Nürburgring, 1985.
Fica aí o registro então, sobre a carreira meteórica de Stefan Bellof, o maior rival que Senna não teve.

                
Anos1984 - 1985
TimesTyrrell
Campeonatos0 (16º em 1985)
Pontos4
Primeiro GPGP do Brasil de 1984
Último GPGP da Holanda de 1985


Brabham, uma lenda que jamais morrerá.


Nada melhor que começar este Blog, falando sobre uma das equipes Campeãs da categoria.
São 4 títulos de pilotos e 2 de construtores. E que na minha opinião, tem o carro mais bonito de toda a história da F1, o BT52.




A Brabham Racing Organization foi uma equipe fundada em 1961, pelo então bicampeão mundial de Fórmula 1, Jack Brabham em sociedade com Ron Tauranac.

Estreou no GP da Alemanha de 1962, fez sua última e derradeira corrida no GP da Hungria de 1992.

394 largadas.
02 títulos de construtores (66 e 67) e 04 títulos de pilotos (66,67,81 e 83)
Teve 80 pilotos, 39 chassis, 35 vitórias, 40 pole e 43 voltas mais rápidas.
Motores: Climax, Ford, BRM, Repco, Alfa Romeo, BMW, Judd e Yamaha.
Pneus: Dunlop, Goodyear, Firestone, Michelin e Pirelli.



BT52B, Considerado por muitos (inclusive eu) o carro mais bonito de toda história! 
 Foi com ele que Nelson Piquet ganhou seu segundo título, e firmou minha paixão pela F-1.

Ficha Técnica:
Motor: BMW M12/13 L4 Turbo
Transmissão: Brabham/Hewland 5/6 velocidades.
Entre-eixos: 2,74m
Largura Dianteira: 1,79m | Traseira: 1,64m
Peso: 540 kg


Piquet e seu BT52B, em 1983.



Como falar de Brabham, sem falar de seu fundador, Sir John Arthur Brabham, TRI campeão da modalidade (59, 60 e 66) e entre os 5 maiores na minha opinião?

Inclusive, o primeiro campeão correndo pela própria equipe, 1966.



Ninguém ganhou uma corrida literalmente no braço, mas, em 1959, o australiano Jack Brabham foi campeão da Fórmula 1 empurrando seu carro na reta final do GP dos Estados Unidos. Brabham liderava a última prova da temporada quando, a pouco mais de 300 metros da bandeira quadriculada, a gasolina acabou. Ele não pensou duas vezes: saltou do cockpit e arrastou seu Cooper para um honroso quarto lugar.

Jack Brabham 1961 


Já que citei Jack Brabham e Piquet, não posso deixar de citar o terceiro (segundo, na verdade),
campeão da categoria pela equipe Brabham, Danny Hulme, com BT24, 1967.



Danny Hulme
Dan Gurney, Brabham-Climax BT7, 1964, Aintree. 

O BT24 é o modelo da Brabham das temporadas de 1967, 1968 e 1969 da F1. O modelo foi conduzido por: Jack Brabham, Denny Hulme, Jochen Rindt, Dan Gurney, Kurt Ahrens, Sam Tingle e Silvio Moser.


Brabham BT24.

Brabham BT24 Repco 740 Mônaco, 1968.


Essa foto, mostra bem o porque do apelido "canecos", atribuídos aos cilindros. 
8 canecos!


O BT49/BT49B/BT49C/BT49D é o modelo da Brabham das temporadas de 1979, 1980, 1981 e 1982 da F1. Foi guiado por Niki Lauda, Nelson Piquet, Ricardo Zunino, Hector Rebaque e Riccardo Patrese. A equipe com o modelo BT49C conquistou o Mundial de Pilotos em 1981.


BT 49.
BT49C. Piquet em Interlagos, antes do GP do Brasil de 2011.


Olha a Caracu, no capacete do Piquet, em seu Brabham Alfa, de 1979.



Aliás, esse carro tem uma peculiaridade que conto outra hora, assim como sobre os capacetes, que merecem atenção maior e especial.