Total de visualizações de página

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Se a Corrida Maluca fosse F1.


E se um dos meus desenhos preferidos na infância, seguisse a pontuação da Formula 1? Wacky Races, Corrida Maluca no Brasil, foi um desenho animado produzido pela Hanna-Barbera e lançado pela CBS que foi produzido entre 14 de setembro de 1968 a 5 de setembro de 1970, rendendo 34 episódios. Os competidores buscavam o título mundial de "Corredor Mais Louco do Mundo".


Mas primeiro vamos apresentar as esquipes e seus pilotos:


Carro 00: Máquina do Mal era pilotada por Dick Vigarista e por Muttley, o seu companheiro canino, que tentam vencer a todo o custo fazendo todo tipo de trapaças, sempre sem êxito. Por ironia, a Máquina do Mal era aparentemente o carro mais veloz e mais bem equipado do desenho e mesmo assim Dick Vigarista jamais chegou a vencer a corrida: mesmo liderando com larga vantagem, Dick sempre parava no meio da corrida para montar suas armadilhas, mas seus planos invariavelmente falhavam e faziam-no acabar em último lugar.


 

Carro 1:  Carro de Pedra era pilotado pelos Irmãos Rocha, dois homens das cavernas em um carro de pedra, o qual lembra alguns carros da série Flintstones. O design dos irmãos foi refeito anos mais tarde e originou o Capitão Caverna. Batizou também uma banda brasileira.




Carro 2: Cupê Mal-Assombrado, pilotado pela Dupla Sinistra: Medonho e Medinho, era um carro cercado de fantasmas, que parecia a junção de um carro antigo com uma torre de um castelo da Transilvânia, que oculta no seu interior um dragão, uma serpente marinha, uma bruxa, entre muitas outras criaturas.




Carro 3: Carro Cheio-de-Truques, era pilotado pelo Professor Aéreo, um cientista louco, mas com um grande senso de humor. Era visto como rival de Dick Vigarista, pois o seu carro possuía sempre uma invenção que permitia parar as armadilhas feitas por Dick, e algumas vezes dava para chegar em primeiro lugar.




Carro 4: Máquina Voadora era um carro-avião vermelho pilotado pelo Barão Vermelho, o qual era baseado no famoso aviador. O nome do piloto originou o nome da banda brasileira homônima.




Carro 5: Carrinho pra frente no Brasil, era um carro guiado por Penélope Charmosa. Era um carro rosa com linhas femininas, que possuía várias engenhocas que ajudavam Penélope a manter-se bonita durante as corridas. Assim como Dick Vigarista e Muttley, Penélope teve direito a um desenho animado solo.



Carro 6: Carro Tanque, um carro híbrido, era a junção de um tanque e de um jipe pilotado pelo Soldado Meekley sob as ordens do Sargento Bombarda.





Carro 7: Carro-à-Prova de Balas, era conduzido pela Quadrilha de Morte, um grupo de simpáticos gangsters. Clyde - o líder, um gângster caricaturizado; Dum Dum - totalmente estúpido, mas às vezes consegue dar uma dentro; Queixinho - capaz de sacar objetos úteis para resolver os problemas, até aqueles de tamanhos incomuns; tinha um telefone com o qual recebia chamadas e - acreditem se quiser - até uma escada de emergência de 1000m de extensão; Pestana - dorminhoco, dormia até nos momentos de emergência. Apesar disso, estava sempre atento com o que se passava; Chorão - chorava a todo e qualquer momento, não importava se era alegre ou triste; Yak Yak - dava gargalhadas sempre, de tudo o que acontecia: "Ha, Ha, Ha, Ha… nós vamos explodir… Ha, Ha,…", também não importando se era alegre ou triste; Zippy - corredor e falador muito rápido.
Participaram mais tarde no desenho animado Penélope Charmosa.






Carro 8: Carroça a Vapor era conduzida pelo agricultor Tio Tomás e pelo covarde urso Chorão. Estes personagens foram baseados na Família Buscapé.




Carro 9: Carrão Aerodinâmico era um dragster pilotado por Peter Perfeito, um perfeito cavalheiro. Perfeito sempre se gabava de ter o carro mais poderoso de todos, chegando até chamá-lo de indestrutível algumas vezes. Porém era só papo dele, pois o carro quebrava com qualquer pancada, às vezes chegando até se desfazer por completo obrigando Perfeito a repará-lo constantemente, embora de vez em quando conseguisse safar-se de algumas situações bastante bizarras graças à sua notável aerodinâmica.




Carro 10: Carro-Tronco  era um carro de madeira com rodas que eram serras pilotado por Rufus Lenhador e pelo seu escudeiro, Dentes-de-Serra.





Vitórias

Dick Vigarista: Nenhuma. Dick chegou a vencer a corrida da Cidade Fantasma, mas foi desclassificado pelos juízes por ter trapaceado na chegada; e a corrida de Washington ganha na reta final e de cuja vitória abriu mão só para "dar um autógrafo" para Muttley.
Irmãos Rocha: 3 (Idaho 2, Baja-Ha-Ha e A toda Velocidade).
Coupé Assombrado: 3 (Wyoming, Road Island e Racine Carlsbad).
Professor Aéreo: 3 (Missouri, Texas e Uni-duni-tê).
Barão Vermelho: 3 (Arkansas, Altos e Baixos e Pólo Norte).
Penélope Charmosa: 4 (Cidade Fantasma, Alabama, Pensilvânia, Chillicothe).
Carro Tanque: 3 (Gorila, Chillicothe e Idaho).
Quadrilha de Morte: 4 (Virgínia, Dakota, Raleigh e Hackensack).
Carroça a Vapor: 5 (Yellow Rock, Pântano, Carlsbad, Dellaware e Hollywood).
Carrão Aerodinâmico: 4 (Mississipi, Washington, Deserto e Flórida).
Carro Tronco: 3 (Bem no Coração, Estrada Não Era Essa e Vale Tudo).



Pódios

A Máquina do Mal/Dick Vigarista e Muttley: Nenhum.
Carro Pedra/Irmãos Rocha: 13.
Coupé Mal-Assombrado/Irmãos Pavor: 13.
Carro de Mil e Uma Utilidades/Professor Aéreo: 13.
Carro Tronco/Rufus Lenhador e Dente de Serra: 13.
Carro à Prova de Balas/Quadrilha da Morte: 12.
Carrinho Para Frente/Penélope Charmosa: 11.
Carro da Primeira Guerra/Barão Vermelho: 10.
Carroça a Vapor/Tio Tomás e Chorão: 9.
Carrão Aerodinâmico/Peter Perfeito: 8.
Carro Tanque/Sargento Bombarda e Soldado Meekley: 4.





Classificação

É difícil definir quem seria o campeão da Corrida Maluca, pois raramente é mostrada a ordem de chegada após os três primeiros. Utilizando-se a pontuação utilizada na Fórmula 1 na época de exibição do desenho, sendo que o primeiro lugar recebia 9 pontos, o segundo 6 e o terceiro 4, para os três primeiros de cada corrida haveria seguinte classificação:

1º Professor Aéreo - 94 pontos
2º Irmãos Rocha - 79 pontos
3º Rufus Lenhador - 76 pontos
4º Quadrilha da Morte - 69 pontos
5º Coupé Mal Assombrado - 68 pontos
6º Penélope Charmosa-62 pontos
7º Barão Vermelho - 59 pontos
8º Tio Tomás - 58 pontos
9º Peter Perfeito - 56 pontos
10º Sargento Bombarda - 33 pontos
11º Dick Vigarista - 00 ponto


Entretanto pela pontuação atual da Formula 1 usada numa pesquisa da revista "Mundo Estranho", da Editora Abril em Julho de 2012 revela o resultado em outra ordem:

1º Carro de Pedra/Irmãos Rocha - 81 pontos
2º Carro-a-prova-de-balas/Quadrilha de Morte - 74 pontos
3º Cupê Mal-Assombrado/Irmãos Pavor - 69 pontos
4º Carroça á vapor/Tio Tomás e Chorão - 68 pontos
5º Carro Tronco/Rufus Lenhador e Dentes-de-serra - 67 pontos
6º Carro de Mil e Uma Utilidades/Professor Aérao - 65 pontos
7º Carrinho pra Frente/Penélope Charmosa - 64 pontos
8º Lata Voadora/Barão Vermelho - 63 pontos
9º Carrão Aerodinâmico/Peter Perfeito - 60 pontos
10º Carro-tanque/Sargento Bombarda e Soldado Meekley - 39 pontos
11º Máquina do Mal/Dick Vigarista e Muttley - 00 pontos

Queria ver se Fangio, Senna, Piquet ou Schumacher ganhariam alguma dessas corridas!





No dia 17 de abril de 2013, o fabricante de automóveis Peugeot lançou na TV um comercial criado pela Y&R filmado na cidade espanhola de Valência que apresenta os personagens da corrida em um universo real.O vídeo do comercial tornou-se um sucesso instantâneo no YouTube, com mais do que 2 milhões de acessos.



É isso aí pessoal, um post só pra relembrar o doce da infância. Quer mais histórico que isso? E se você não assistiu este desenho, meus pêsames.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As novas regras da Fórmula 1 para 2015.

 
Bernie Ecclestone ao volante de um carro de Fórmula 1.
Ele disputou somente duas provas,
os GPs de Mônaco e da Grã-Bretanha de 1958.
A  Federação Internacional de Automobilismo (FIA) definiu uma série de mudanças para a próxima temporada da Fórmula 1, com o fim da pontuação dobrada na última corrida do campeonato, além de normas para relargadas e infrações.


Fim da pontuação dobrada

A controversa pontuação dobrada para a última corrida da temporada deixará de existir depois de apenas um ano de experiência.  Antes do GP de Abu Dabi, o questionamento era que o sistema poderia alterar o resultado da disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Para sorte da FIA, o inglês venceu a prova e poupou a entidade de mais críticas.
Para evitar novos riscos, todas as etapas de 2015 terão o mesmo sistema de pontuação:
1º colocado, 25 pontos
2º – 18
3º –  15
4º –  12
5º –  10
6º – 8
7º – 6
8º – 4
9º – 2
10º – 1

Fim da pontuação dobrada

A controversa pontuação dobrada para a última corrida da temporada deixará de existir depois de apenas um ano de experiência.  Antes do GP de Abu Dabi, o questionamento era que o sistema poderia alterar o resultado da disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Para sorte da FIA, o inglês venceu a prova e poupou a entidade de mais críticas.

Safety car virtual

O acidente de Jules Bianchi em Suzuka provocou mudanças nas regras de segurança. A principal é a criação do safety car virtual: a partir de 2015, os carros terão a velocidade limitada por um sistema eletrônico. A intenção é fazer com que mesmo os carros que ainda não avistaram a bandeira amarela na pista, em caso de acidente, diminuam a velocidade e reduzam os riscos de um novo acidente.
Relargadas
Ainda em relação ao acidente de Bianchi, a FIA descartou a ideia de estabelecer a relargada parada a cada entrada do safety car na pista. Também por motivos de segurança, a entidade mudou o procedimento que deve ser seguido pelos pilotos quando a prova é suspensa. Agora os carros devem deixar a pista rumo ao pit lane em vez de se deslocarem para o grid. No pit lane, eles têm de permanecer enfileirados até o reinício da corrida.

Superlicença

Depois das críticas relacionadas à contratação de Max Verstappen (na foto acima), de 17 anos, que correrá pelo Toro Rosso, a FIA mudou as regras para a superlicença: apenas pilotos maiores de 18 anos e com pelo menos dois anos de experiência em categorias menores poderão correr na F1. A só passará a valer em 2016, e, assim, Verstappen poderá pilotar normalmente na próxima temporada.

Carros

Quanto aos monopostos, as novidades se concentram no peso. Eles deverão ter pelo menos 702 quilos, sem contar o combustível. A FIA impôs limitações aos testes em túnel de vento, às variações nas suspensões dos monopostos e exigiu melhorias na proteção da célula onde fica o piloto, em mais uma consequência direta do acidente de Bianchi.

Infrações

A FIA definiu que membros da equipe terão 15 segundos para deixar a pista após sinal dado pelos comissários antes da largada. Em caso de infração, piloto do time envolvido na irregularidade terá de largar do pit lane. Entre outras novas penas, a entidade criou a punição de 10 segundos nos boxes, útil em 2015 por causa da alteração na regra que pune pilotos que excedem as trocas de componentes do motor. Pelas novas definições, punições mais duras no grid não serão transferidas para a etapa seguinte. Elas serão cumpridas na mesma prova, em forma de passagem pelos boxes.

Novo calendário

GP da Austrália (Melbourne), em 15 de março
GP da Malásia (Sepang), em 29 de março
GP da China (Xangai), em 12 de abril
GP do Bahrein (Sakhir), em 19 de abril
GP da Espanha (Barcelona), em 10 de maio
GP de Mônaco (Montecarlo), em 24 de maio
GP do Canadá (Montreal), em 7 de junho
GP da Áustria (Spielberg), em 21 de junho
GP da Inglaterra (Silverstone), em 5 de julho
GP da Alemanha (Nurburgring), em 19 de julho
GP da Hungria (Budapeste), em 26 de julho
GP da Bélgica (Spa-Francorchamps), em 23 de agosto
GP da Itália (Monza), em 6 de setembro
GP de Singapura, (Marina Bay), em 20 de setembro
GP do Japão (Suzuka), em 27 de setembro
GP da Rússia (Sochi), em 11 de outubro
GP dos Estados Unidos (Austin), em 25 de outubro
GP do México (Hermanos Rodríguez), em 1º de novembro
GP do Brasil (Interlagos), em 15 de novembro
GP de Abu Dhabi (Yas Marina), em 29 de novembro
Agora voltemos à programação normal: Vamos de imagens históricas....
_Joakim Bonnier, Porsche F1-804 sw, 1962.

1968 GP de Mônaco - Graham Hill (Lotus).

Largada GP da Austrália, 1971.

Frank Williams, Henri Pescaro,  Paul Ricard, 1971.

 Howden Ganley depois da corrida da vitória,
Brands Hatch, 1971.

Andrea de Adamich,  Brabham BT42 ,
GP de Silverstone, 1973.

Tyrrell 005 de  Francois Cevert, Silverstone, 1973.

Reunião dos pilotos, 1973.

Alessandro Nannini (Benetton-Ford)
Nelson Piquet (Benetton-Ford)
Monte Carlo, GP Monaco - 1990

Alfa Romeo 159 Alfetta-3529

Benetton B195, 1995
Michael Schumacher, Johnny Herbert

Camel Lotus-Honda 99T, Silverstone, 1987.

Didier Pironi, Ferrari, 1982.

GP da Inglaterra 1984 - Brands Hatch.

Hill consultando seus tempos
na Spring Cup, 1965.

James Hunt, 1979.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Autódromo José Carlos Pace, ou simplesmente Interlagos.

Interlagos , São Paulo, Brasil. Cenas de tantas corridas clássicas, como a de 1972, 1975 e 1993. E para mim um lugar quase místico, um local lendário de asfalto santificado e consagrado por Ayrton Senna. Mas sua história vai muito mais longe...
Oficialmente chamado de Autódromo José Carlos Pace, Interlagos é uma pista de duas metades e duas histórias : a corrente de 4,903 Km de extensão, explosão e torções interiores equilibradas, contra o visível encerrando abraço do circuito de quase 8 Km originais.


Interlagos fica em um oásis surpreendentemente verde, cercado pela sempre crescente expansão urbana da enorme cidade de São Paulo, mas originalmente a pista estava fora, no campo, nos arredores da cidade.






O terreno foi comprado por promotores imobiliários no final de 1920 : um empresário britânico , Louis Romero Sanson , que contratou um arquiteto francês para planejar um enorme desenvolvimento suburbano incluindo um complexo esportivo e pista de corrida.




Interlagos, anos 50.

O projeto foi baseado no resort suíço de Interlaken ( Entre os “lagos ", daí Interlagos), como o local escolhido fica entre dois reservatórios artificiais, mas a crise econômica mundial dos anos 20 atrasou ​ o projeto para curto prazo. No entanto , já tinha corridas de automóveis no Brasil, com corridas de rua sendo a vitrine principal para o novo esporte , como na Europa.




São Paulo realizou um “Grand Prix” em suas ruas em 1936. A corrida foi realizada nas ruas e avenidas do Jardim América, tendo como pista principal a avenida Brasil. Os paulistanos estavam ansiosos com o grande acontecimento do dia.

Repercussão do GP de São Paulo, 1936.

Reportagem do jornal, O Estado, em 1936.

Mapa do traça do GP São Paulo, 1936.


“A população do estado inteiro está empolgada, dominada mesmo, pela grande prova de automoveis que dentro de poucas horas será disputada nesta capital, no Jardim America. O enthusiasmo que desta Paulicéa se alastrou já conseguiu contagiar os Estados vizinhos, para aqui atrrahindo innumeros visitantes”, descreveu o Estado.





Cerca de sete mil pessoas espremeram-se nas arquibancadas montadas ao longo da avenida Brasil e nas ruas em torno do improvisado circuito para assistir à corrida. A segurança da prova foi montada com oito mil metros de cordas e barreiras de alfafa.




Um acidente na útlima volta tirou o brilho do evento. A corrida teve um fim trágico, seis pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas. O brasileiro Manoel Teffé e a francesa Hellé Nice disputavam o primeiro lugar quando, conforme informou o Estado, perto da linha de chegada um espectador se debruçou sobre a barreira de alfafa em direção à corredora francesa que perdeu o controle do carro e bateu.





"No mesmo instante, Hellé Nice era arrancada violentamente e atirada ao lado opposto, depois de descrever uma trajectoria numa altura de cerca de dez metros para cahir sobre os assistentes que se encontravam proximo da archibancada dos chronometristas".

A confusão causada pelo acidente ficou ainda pior quando uma das arquibancadas cedeu. O público invadiu a pista e os carros, ainda em alta velocidade, não conseguiram frear a tempo. Dois soldados da força pública, três militares e um civil morreram. Outras 12 pessoas ficaram feridas. A gravidade do acidente provocou grande polêmica sobre a questão da segurança nos circuitos de rua. Era necessária uma via permanente e Interlagos estava de volta à ordem do dia.

Traçado original de Interlagos.

A contínua falta de recursos fez com que o projeto fosse ficando para trás: as arquibancadas e instalações teriam que esperar por muitos anos. Mas o mais importante, a pista , foi construída em 1939 e sediou sua primeira corrida em maio de 1940. A primeira corrida internacional Interlagos foi realizada em 1947 por carros GP, e a pista rapidamente ganhou uma reputação como uma pista desafiadora e excitante para os pilotos.


A empresa de Sanson continuou a gerir o circuito até 1954, quando foi vendido para a cidade por um montante nominal, e em 1957 a pista foi dividida para apresentar duas opções: a alta velocidade 3,2 km bancados anel externo, e depois a seção interna, mais técnica, criando um layout muito incomum, cheio de retas planas, curvas parabólicas e em ziguezague.




Interlagos foi fechado por três anos em 1967 para reformas “padrão internacional F1”, e depois de mais melhorias o circuito foi certificado em 1971. Interlagos, rapidamente se mostrou um campo de caça para pilotos locais: a primeira corrida de F1 foi realizada em 1972, uma corrida extra-campeonato, e foi vencida pelo argentino Carlos Reutemann. Nesta corrida o publico lotou Interlagos torcendo pelos pilotos brasileiros Emerson Fittipaldi na Lótus, Wilson Fittipaldi JR na Brabham, Jose Carlos Pacce na Willians e Luiz Pereira Bueno na March, contudo em decorrência de ser esta uma corrida extra campeonato não vieram todas as equipes que faziam parte do campeonato, pelo que largaram ao todo treze carros no primeiro GP de Fórmula 1. Interlagos foi aprovado.

Chegada de Emerson Fittipaldi, 1973.

Jackie Stewart, 1973.

Interlagos, 1973.

A primeira corrida valendo pontos para o Campeonato do Mundo foi em 1973 e foi vencida pelo campeão de F1 de 1972, Emerson Fittipaldi. Emmo venceu novamente em 1974 , com o amigo brasileiro Carlos Pace, tendo a vitória em 1975. Mas a mais emocionante chegada, foi a corrida vencida por Ayrton Senna, em 1993. Veja os videos abaixo, vitórias de Fittipaldi em 1973, Pace em 1975 e de Senna, um 1993.







A última corrida realizada com o traçado original, foi em 1980, e que quase foi cancelado por causa de preocupações com a segurança dos pilotos. De 1981 a 1989 o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 foi realizado no Rio de Janeiro em Jacarepaguá.


Em 1989, a Prefeitura de São Paulo, com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo, iniciou-se uma grande e polêmica reforma que mudaria completamente o traçado de Interlagos. Esta reforma visava adequar o autódromo a realidade da Fórmula 1, tais como, pista menor, mais segurança, mais comodidade para o público e acima de tudo mais facilidade para as transmissões de tv para o mundo todo. As primeiras alterações propostas para a pista a deixaria com 4800 m de comprimento e a possibilidade de se utilizar o antigo traçado para outras categorias, dessa forma, preservando o que Interlagos tinha de melhor.

Senna visita as obras de Interlagos, 1989.

Mas esse desenho proposto por Francisco Rosa, engenheiro, admistrador do autódromo e um nome histórico do automobilismo brasileiro, não foi aceito pelos dirigentes da FOCA que controlavam os interesses da F1.

A opção foi um traçado menor que inviabilizava uma possível utilização do circuito antigo. Esta versão prevaleceu e posteriormente teve uma alteração feita a pedido do piloto Airton Senna, já campeão do mundo e que ficou conhecido como ‘S’do Senna e ficou imortalizado como os antigos nomes das curvas do antigo traçado.

Estas reformas revitalizaram Interlagos que passou a ter 4.309 metros de extensão. Foram construídos 23 novos boxes, sala de imprensa, torre de cronometragem e centro médico, sob a orientação do arquiteto Carlos Roberto Montagner.

A F1 continua em Interlagos, assim como todas as categorias nacionais, sua historia continua sendo escrita com esforço e dedicação de gerações que construíram a fama do automobilismo brasileiro tendo Interlagos como seu palco principal.

A chuva, é uma das características de Interlagos,
por ocorrer em quase todas as provas.


CURVAS DE INTERLAGOS

Uma das características marcantes de Interlagos são os nomes dados as curvas do traçado, essa tradição era maior no circuito antigo mas manteve-se no novo, inclusive com algumas novas contribuições. Difícil é saber o que é realidade e o que é o mito, mas isso faz parte de lugares mágicos como Interlagos.

Cur
vas 1 e 2 – Estas curvas do traçado original ficaram com sua identificação por números, mas dizia-se que ela separava os meninos dos homens , pois os homens contornavam a 1 e 2 de `` pé embaixo ``, ainda mais sabendo-se que nas áreas de escape das curvas haviam enormes eucaliptos que literalmente abraçavam os carros que saiam da pista. Pilotos de F1 eram homens de verdade nos velhos tempos ...




Curva 3 – Curva de alta velocidade que determinava o ritmo da 1º parte do miolo de Interlagos. 


Curva do sol – passou a ter esse nome pois toda vez que se entrava nela o sol atrapalhava a visão do piloto . Não podemos esquecer que esta situação ocorria no circuito antigo, já que naquela época a curva era feita em outro sentido. 

Após a Curva do Sol vem a Reta Oposta.

Curva do Sargento- Conta-se que após uma corrida um sargento da força pública que fazia o policiamento do evento, entusiasmado com a corrida entrou com sua viatura para andar na pista , mas ao chegar nesta curva rodou tentou de novo e... rodou, assim foi batizada mais uma curva em Interlagos. 


Curva do laranja- Nunca houve nenhum pé de laranja nesta curva , seu nome vem da dificuldade em faze-la, já que não se tem visão total da curva , e os pilotos inexperientes ou laranjas, sempre erravam sua tangência. 

Curva do Laranjinha, Prost (Ferrari) 1990.

Curva da ferradura – Seu formato é muito parecido com o de uma ferradura. 

Chicane da curva da Ferradura.

Curva do pinheirinho- Havia um pinheiro que se localizava na área de escape da curva, e que sempre era ``acertado`` pelos carros que saíam da pista. 

O velho pinheirinho que deu nome a curva.

Curva bico de pato- Neste caso a explicação é a semelhança da curva com o bico de um pato. 


Curva da junção- No antigo traçado esta curva ligava o circuito externo ao miolo da pista, atualmente é a junção da parte mista da pista com a subida dos boxes. 
Antiga Curva da Junção que ligava a faixa exterior ' oval '
e principal ponto de aceleração para a reta dos boxes .

Curva S do Senna- Durante a reforma que mudou completamente o traçado de Interlagos, o piloto Ayrton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à curva do sol, melhorando o traçado que estava proposto.

Em 1990, durante uma das reformas,
Ayrton Senna sugeriu que fosse feita uma chicane no final da recta da meta.

Parabéns São Paulo, pelos seus 461 anos comemorados hoje!



 Jean Pierre Jarrier e a UOP-Shadow,
 contornando a curva do Sol em Interlagos, 1973.



Não existe outro circuito no mundo como Interlagos.
É o segundo mais comprido,
menor apenas que Nurburgring, e os seus 7.9 km originais.


Senna no pódio, em 1991,
depois de vencer a prova só restando uma marcha no carro.

Largada nos anos 70.



Uma das reformas.

Interlagos sempre contou com bom publico, 1974.

A cidade cresceu ao redor do autódromo.

Junção.














Essa é a cabine de controle da prova.
Onde se tomam as decisões como largada, punições e etc.

















Luzes de largada.

Controle das luzes de largada.
Isso vocês nunca viram, né?

Interlagos, é dos poucos autódromos do mundo,
que tem direção anti horária.

Arquibancadas lotadas para a primeira
corrida oficial de Fórmula 1 1973.

Caminhão chega com carros para o GP Brasil de 1973.

Destroços do acidente
que mudou a história da corrida 2003.

Regazzoni e Emerson, 1975.

Emerson Fittipaldi, o primeiro vencedor
do GP Brasil em Interlagos.

Pace celebra a sua primeira e única
vitória na carreira no GP Brasil.

Senna comemora a sua segunda vitória no Brasil.

Rene Arnoux, 1980.

11 fevereiro de 1973.